sexta-feira, 28 de maio de 2010

Teste gratuito de HIV antes de parada gay















SP promove testagem gratuita de HIV antes de parada gay

Coquetel anti-HIV reduz em 92% transmissão do vírus, diz estudo
África do Sul usa Copa para combater HIV

A Secretaria da Saúde de São Paulo, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, promovem a partir do próximo dia 31 de maio, segunda-feira, a campanha Fique Sabendo. O evento antecede a parada gay, ou LGBTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), programada para o primeiro domingo de junho. Qualquer pessoa pode participar.
Neste ano a ação irá ocorrer no Center 3 da avenida Paulista. Os testes rápidos de HIV, com resultados em até 15 minutos, serão oferecidos gratuitamente a todos as pessoas que comparecerem ao local. Os horários de atendimento serão das 10h às 17h nos dias 31 de maio e 1 de junho e das 10h às 14h no dia 2, quarta-feira.
Vinte profissionais dos programas estadual e municipal de DST/Aids, entre eles enfermeiros, auxiliares de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, técnicos de laboratório e administrativos, comporão a equipe de testagem. No ano passado a atividade foi realizada no Conjunto Nacional e contabilizou 800 testes.
O diagnóstico precoce do HIV é extremamente importante para garantir a qualidade de vida dos portadores do HIV/Aids. Dados da vigilância epidemiológica do Estado indicam que 50% dos óbitos decorrentes da Aids estão relacionados ao diagnóstico tardio da infecção.

Os óbitos por aids no Estado de São Paulo tiveram uma redução entre os anos de 1995 e 2008, de 22 casos por 100 mil habitantes para 8. Apesar dos indicadores serem positivos, eles continuam num patamar muito alto, principalmente pelo fato destas mortes poderem ser evitadas por meio do diagnóstico precoce da infecção.
Durante as atividades que antecedem a Parada LGBTT, incluindo a testagem gratuita de 31 de maio a 2 de junho e uma feira cultural no Anhangabaú, em 3 de junho, a Coordenação Estadual de DST/Aids distribuirá 16 mil sachês de gel lubrificante e 10 mil folderes sobre prevenção às DST/Aids e incentivo à testagem. Trinta técnicos do centro de referência estadual distribuirão insumos de prevenção durante a Parada.

A testagem é gratuita e disponível em toda a rede pública de saúde.
Informações sobre o local mais próximo de seu trabalho ou residência pode ser obtido por meio do Disque DST/Aids:
0800-16-25-50.










Jefferson Siquera
28.05.2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

São Paulo desiste da regra para contratar Docentes

Com falta de professores, Estado abre possibilidade de admitir temporário que não fez prova de conhecimento
Exame anual foi criado no ano passado para melhorar a seleção de professores para a rede de ensino paulista










De São Paulo 

O governo de SP autorizou a contratação de professores que não tenham prestado um exame de seleção. Criado em 2009, o exame, segundo sempre pregou o próprio governo, tem como objetivo melhorar a escolha de docentes para a rede.

A resolução já está em vigor. A secretaria diz que a norma, publicada ontem no "Diário Oficial", é só uma garantia caso faltem professores temporários (não concursados). Primeiro, são chamados os concursados e depois, os temporários que passaram pela avaliação.

A norma prevê ainda que formados em pedagogia poderão dar aulas, de forma emergencial, de matérias específicas -como física, química e matemática.

Não foram divulgados números sobre o deficit de docentes nem sobre o de alunos que estão sem aulas por falta de professor. A secretaria informou apenas que há carência na área de exatas.

Os sindicatos do setor afirmam que a falta de docentes é generalizada. O próprio governador Alberto Goldman (PSDB) reconheceu anteontem que há deficit.

"A Secretaria da Educação já constatou e está fazendo todo o esforço para que sejam formados professores na área de física. Parece que ninguém quer ser professor de física, não sei por quê."

200 DIAS FORA

Para os sindicatos, o governo enfrenta dificuldades para contratar por ter determinado que os temporários não podem dar aulas por anos consecutivos.

Segundo lei aprovada em 2009, eles precisam ficar 200 dias fora da rede após um ano de trabalho. A ideia do Executivo é evitar que os temporários se transformem em permanentes, sem ter prestado concurso.

Sindicalistas dizem que o propósito é evitar a caracterização de vínculo empregatício, que elevaria os gastos. Também não houve tempo de chamar os 10 mil aprovados em concurso, aplicado no início do ano, que poderiam substituir parte dos cerca de 80 mil temporários. Os não concursados representam cerca de 40% de todo o corpo docente da rede.

Em nota, a secretaria negou que a "quarentena" para os temporários tenham prejudicado a distribuição de aulas -mas não deu mais detalhes sobre o assunto.

BANCO DE CANDIDATOS

A pasta afirmou ainda que a resolução apenas cria um banco de candidatos, que só serão chamados em caso de emergência.

Disse ainda que "a norma só foi publicada porque este é um ano eleitoral, quando não poderá ser feito novo concurso de admissão ou nova seleção".

A Secretaria da Educação enfrenta dificuldades em preencher os postos nas escolas desde o início do ano.

Após a aplicação da prova dos temporários, a pasta verificou que o volume de aprovados seria insuficiente e permitiu que reprovados também fossem chamados. Eles foram classificados segundo a nota do exame.

Cerca de 40% dos professores não atingiram o desempenho mínimo necessário (metade das 80 questões).

"Agora, poderá dar aula até quem nem fez o concurso. Liberou geral", disse o presidente da Udemo (sindicato dos diretores), Luiz Gonzaga Pinto. "Já é quase meio do ano e várias escolas estão sem todos os professores."

"Primeiro o governo avalia e exclui. Aí, vê que falta professor. Não há organização", diz a presidente da Apeoesp (sindicato dos docentes), Maria Izabel Noronha. Segundo ela, os maiores deficit são em química, biologia e física.
 
Jefferson S. Siquera
26/05/2010